
Eu encontrei muita gente de valor pelo caminho que desagüa aqui, nem sei porque às vezes sou tão intolerante se tantas pessoas foram tão pacientes comigo,tão complacentes nas minhas limitações em muitas das fases de aprendizado; é nisso que minha maturidade tem me acusado nesses dias, parece que antes de dar um novo passo a uma evolução espiritual eu tenho me confrontado duramente batendo nessa tecla.
Para mim as pessoas eram sempre cheias de justificativas, cheias de estórias tristes, para a não realização de algo grande ou pequeno em suas vidas, sempre me pareceu bem e inteligente fazer uma leitura delas como pessoas que encobrem uma falta de empenho, disposição...falta de força.
Hj começo a compreender o que de fato vem a ser isso: Força.
Não me condeno por tantos anos ter me apegado a uma idéia fixa de sempre atravessar, seja lá o que for, aguardando dificuldade, resistência, derrota... tudo o que era de bom na minha família não durava, não havia fases intermediárias na roda gigante das nossas condições: ou estávamos muito bem ou estavávamos dependendo de alguém até mesmo pra comer ; ou em cima ou à baixo, estávamos sempre prontos a perder tudo e a recomeçar a lutar por algo.
Desde que me entendo por gente tenho um censo de julgamento muito amplo; uma sensibilidade que rápidamente percebe o outro e seus porquês, ñ sei qd exatamente comecei a fazer isso mas era isso que me permitia uma facilidade natural em contornar o que punham pra mim como empecilhos...pq empecilhos revelam as limitações humanas, alguém que ñ evoluiu vai com certeza refletir para sempre o empecilho que o fez parar, tanto é assim que sua limitação e ele tornam-se um, até que outrem se inspire nisto e tbm não evolua e recomece um novo processo de estagnação. Há muita sabedoria aqui ; um homem pode caminhar a vida inteira atrás da felicidade e encontrando uma casa à beira da estrada receber tão bom tratamento do anfitrião que, satisfeito, repousaria por um ano e mesmo depois, por ali mesmo se acomodaria ou morreria de velhice,estando,sem saber, a um ano de distancia da ponte que o levaria até sua meta inicial, real e definitiva: a felicidade...então sem descobri-la, seria grato àquele alguém fatídicamente generoso(a)que lhe fez parar e descançar no seu "benevolente" empecilho.
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